quarta-feira, 27 de julho de 2011

Delegado de Polícia faz relatório de crime em forma de poesia.

O delegado de Brasília Reinaldo Lobo optou pela poesia para registrar um crime de receptação ocorrido no dia 26 de julho. A inovação não satisfez a Corregedoria da Polícia, que devolveu o texto ao autor, pedindo termos mais tradicionais.
Foi a primeira vez que o delegado escreveu um relatório em forma de poesia. “Se me impedirem de fazer outro, o que posso fazer?”, lamentou.

Veja abaixo um trecho do relatório:

Já era quase madrugada
Neste querido Riacho Fundo
Cidade muito amada
Que arranca elogios de todo mundo

O plantão estava tranquilo
Até que de longe se escuta um zunido
E todos passam a esperar
A chegada da Polícia Militar

 

Logo surge a viatura
Desce um policial fardado
Que sem nenhuma frescura
Traz preso um sujeito folgado


 

Confira a íntegra do relatório-poético:





sábado, 25 de dezembro de 2010

É Natal! Tempo de Renascimento, de Amor e Solidariedade...




 Desejo a você... 

Fruto do mato
Cheiro de jardim
Namoro no portão
Domingo sem chuva
Segunda sem mau humor
Sábado com seu Amor
Filme do Carlitos
Chope com amigos
Crônica de Rubem Braga
Viver sem inimigos
Filme antigo na TV
Ter uma pessoa especial
E que ela goste de você
Música de Tom com letra de Chico
Frango caipira em pensão do interior
Ouvir uma palavra amável
Ter uma surpresa agradável
Ver a Banda passar
Noite de lua Cheia
Rever uma velha amizade
Ter fé em Deus
Não ter que ouvir a palavra não
Nem nunca, nem jamais e adeus.
Rir como criança
Ouvir canto de passarinho
Sarar de resfriado
Escrever um poema de Amor
Que nunca será rasgado
Formar um par ideal
Tomar banho de cachoeira
Pegar um bronzeado legal
Aprender uma nova canção
Esperar alguém na estação
Queijo com goiabada
Pôr-do-Sol na roça
Uma festa
Um violão
Uma seresta
Recordar um amor antigo
Ter um ombro sempre amigo
Bater palmas de alegria
Uma tarde amena
Calçar um velho chinelo
Sentar numa velha poltrona
Tocar violão para alguém
Ouvir a chuva no telhado
Vinho branco
Bolero de Ravel...
E muito carinho meu.


Autor: (Carlos Drummond de Andrade)

terça-feira, 20 de julho de 2010

O Laço de Fita



Não sabes, criança? 'Stou louco de amores...
Prendi meus afetos, formosa Pepita.
Mas onde? No templo, no espaço, nas névoas?!
Não rias, prendi-me
Num laço de fita.

Na selva sombria de tuas madeixas,
Nos negros cabelos da moça bonita,
Fingindo a serpente qu'enlaça a folhagem,
Formoso enroscava-se
O laço de fita.

Meu ser, que voava nas luzes da festa,
Qual pássaro bravo, que os ares agita,
Eu vi de repente cativo, submisso
Rolar prisioneiro
Num laço de fita.

E agora enleada na tênue cadeia
Debalde minh'alma se embate, se irrita...
O braço, que rompe cadeias de ferro,
Não quebra teus elos,
Ó laço de fita!

Meu Deusl As falenas têm asas de opala,
Os astros se libram na plaga infinita.
Os anjos repousam nas penas brilhantes...
Mas tu... tens por asas
Um laço de fita.

Há pouco voavas na célere valsa,
Na valsa que anseia, que estua e palpita.
Por que é que tremeste? Não eram meus lábios...
Beijava-te apenas...
Teu laço de fita.

Mas ai! findo o baile, despindo os adornos
N'alcova onde a vela ciosa... crepita, 
Talvez da cadeia libertes as tranças
Mas eu... fico preso
Num laço de fita






sexta-feira, 2 de julho de 2010

Chora Brasil... Acorda Brasil!


 

É impressionante a união de todos quando o assunto é futebol.
Bom seria se  nos empenhássemos com tanto vigor perante os fatos que definem o futuro do povo brasileiro.
Fome, prostituição infantil, saúde pública , baixos salários, principalmente nas áreas de educação, saúde e segurança,  não nos unem tanto quanto a copa do mundo.
Podemos ganhar a copa daqui a quatro anos, mas algumas decisões as quais nos esquivamos hoje, terão consequências drásticas para o futuro do Brasil.
Acorda Brasil!!!





sexta-feira, 11 de junho de 2010

Copa do Mundo - África do Sul

Começou o delíro Nacional!
A tristeza cede  lugar à alegria...
Apesar de toda euforia 
não devemos nos esquecer
dos nossos problemas, 
 que são infinitos...


domingo, 9 de maio de 2010

"Dia das Mães"


  
PARABÉNS MAMÃE
Mãe carinhosa, mãe dengosa
Mãe querida, mãe irmã
Mãe sem ter gerado é a mãe de coração
Mãe solidão,
Mãe de muitos, mãe de poucos
Mãe de todos nós, Mãe das mães
Mãe dos filhos
Mãe: duas vezes
Mãe lutadora e companheira
Mãe educadora, mãe mestra
Mãe analfabeta, sábia mãe
Mãe dos simples e dos pobres
Mãe dos que nada têm e dos que tudo têm
Mãe do silêncio, mãe comunicação
Mãe dos doentes e dos sãos
Mães dos que plantam e dos que colhem
Mãe de quem nada fez e de quem compra feito
Mãe de quem magoou e de quem perdoou
Mãe rica, mãe pobre
Mãe dos que já foram mãe dos que ficaram
Mãe dos guerreiros e dos guerreados
Mãe que sorri mãe que chora
Mãe que abraça e afaga
Mãe presente, mãe ausente
Mãe sagrada, mãe da luz
Mãe, que sempre dá colinho
Mãe, que acolhe.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Palavras

Há palavras muito belas,
Palavras lindas, singelas
Que falam com as estrelas.
Há as palavras vivas, festivas,
Activas e subversivas.
Palavras sentimentais,
Lascivas e sensuais.
Palavras presas no cais.
E há as palavras nocivas,
E outras muito abusivas
Difícil é descrevê-las.

Há palavras maltratadas,
Destruídas, desprezadas.
Há palavras eruditas
Bonitas e complicadas.
Lapidadas e polidas.
Há as palavras certeiras,
Profundas e verdadeiras.
Mas há palavras imundas,
Cruéis, vis e traiçoeiras.
Há palavras imbecis
E há palavras grosseiras.

Há palavras muito trágicas
E há as palavras mágicas
Há palavras sem fronteiras,
Sem limites, sem barreiras.
Há também a teoria,
E a palavra que convém.
Diplomacia, circunstância,
Há a palavra vazia
No meio da abundância.
A palavra intolerância
Ao lado da arrogância.

Prosseguindo o meu passeio
Na poeira das palavras
Encontro lá bem no meio
Saindo da nebulosa
As palavras redentora,
Sonhadora, criadora,
Amorosa e sedutora.
Mas também a rancorosa
Invejosa e mentirosa.
Palavra demolidora
E a palavra perigosa.

No caminho que se trilha
Há a palavra que brilha
Há a pedra, há a mágoa
Há a água e a ilha.
Há as palavras saudade,
Sinceridade e verdade.
Deslumbramento e cor.
Há ternura, encantamento.
Há sofrimento e há dor.
E escritas no firmamento
Está Liberdade e Amor!...

(Autor desconhecido)

terça-feira, 27 de abril de 2010

O poeta é um fingidor

 
O poeta é um fingidor,
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.

                                          (Fernando Pessoa)

sábado, 24 de abril de 2010

Meu Deus, me dê a coragem...


Meu Deus, me dê a coragem de viver trezentos e sessenta e cinco dias e noites, todos vazios de Tua presença. Me dê a coragem de considerar esse vazio como uma plenitude. Faça com que eu seja a Tua amante humilde, entrelaçada a Ti em êxtase. Faça com que eu possa falar com este vazio tremendo e receber como resposta o amor materno que nutre e embala. Faça com que eu tenha a coragem de Te amar, sem odiar as Tuas ofensas à minha alma e ao meu corpo. Faça com que a solidão não me destrua. Faça com que minha solidão me sirva de companhia. Faça com que eu tenha a coragem de me enfrentar. Faça com que eu saiba ficar com o nada e mesmo assim me sentir como se estivesse plena de tudo. Receba em teus braços meu pecado de pensar.
(Clarice Lispector)